Conheça os Exames Infantis do ISBO Kids

Os exames auditivos infantis avaliam como a criança ouve e como o cérebro dela interpreta os sons, com testes adaptados a cada fase. No ISBO Kids, frente de atendimento infantil do ISBO, em Moema (SP), esses exames são indicados após consulta com otorrinolaringologista e realizados em ambiente preparado para crianças.

Brincar é um direito, e participar da brincadeira depende de algo que os adultos nem sempre percebem: Ouvir. É pela audição que a criança entende a regra do pega-pega, escuta o amigo chamando para o time e acompanha a música da roda. Quando a escuta falha, ela pode ficar de fora sem que ninguém saiba por quê.

Por isso, os exames auditivos infantis vão além do procedimento técnico. Eles confirmam se a criança recebe os sons com qualidade, algo ligado à fala, à aprendizagem e à convivência, e existem para cada fase, inclusive para quem ainda não fala.

A seguir, veja quais sinais merecem atenção, por que o otorrino conduz esse processo e o que avalia cada exame realizado no ISBO Kids.

Sinais de que a audição da criança merece atenção

Mudanças na forma como a criança reage aos sons, fala ou acompanha conversas são os principais indícios de que vale investigar a audição. Podem indicar perda auditiva ou dificuldade no processamento dos sons, e variam conforme a fase:

  • Bebês: Não se assustam com barulhos fortes, não procuram de onde vem a voz dos pais ou param de balbuciar.
  • Crianças pequenas: Demoram a começar a falar, têm fala pouco clara, não atendem quando chamadas de outro cômodo ou pedem a TV cada vez mais alta.
  • Idade escolar: Pedem para repetir com frequência, se distraem em ambientes barulhentos e têm dificuldade para seguir instruções orais ou para ler e escrever.
  • Em qualquer idade: Otites de repetição, sensação de ouvido tapado ou incômodo com sons do dia a dia.

Passar no teste da orelhinha, a triagem auditiva neonatal obrigatória no Brasil desde 2010 (Lei nº 12.303), não exclui alterações que surgem depois. Diante desses sinais, o caminho é a avaliação especializada, e não a espera.

O papel do otorrino na avaliação

O otorrinolaringologista organiza a investigação auditiva da criança. Na consulta, examina o ouvido, levanta o histórico de saúde, identifica causas tratáveis, como cera acumulada ou líquido atrás do tímpano, e escolhe os exames mais adequados à idade e à queixa.

Depois, interpreta os resultados em conjunto, porque nenhum teste isolado conta a história inteira. Uma audiometria normal não descarta dificuldade no processamento dos sons, e uma emissão otoacústica alterada pode refletir apenas uma otite passageira. Essa leitura integrada evita exames desnecessários e direciona o tratamento, seja clínico, cirúrgico ou de reabilitação com fonoterapia.

Os exames auditivos infantis, um a um

Os exames auditivos infantis se dividem em dois grupos: Os que dependem de uma resposta da criança e os que registram a resposta do ouvido ou do cérebro sem que ela precise participar. Para conhecer também os testes feitos em adultos, veja o que cada exame de audição do ISBO avalia.

Audiometria comportamental

Na audiometria infantil comportamental, a fonoaudióloga apresenta sons de brinquedos, instrumentos e da própria voz e observa as reações espontâneas da criança, como piscar, interromper a atividade ou procurar a origem do som. É indicada quando a criança ainda não consegue participar de testes com regras.

Audiometria com reforço visual (1 a 3 anos)

Aproveita uma reação natural dessa idade, a de virar a cabeça na direção de um som. Quando a criança olha para o lado certo, ganha uma recompensa visual, como um boneco que acende ou se mexe. Assim, ela aprende a “avisar” que ouviu. É indicada em atrasos de fala, suspeita de perda auditiva ou falha em triagens anteriores.

Audiometria condicionada (3 a 5 anos)

O exame vira jogo. A criança combina com a profissional um gesto, como colocar uma peça no pote, e o repete sempre que escuta o som. Com fones, cada orelha é avaliada separadamente. Costuma ser indicada diante de atraso de fala, desatenção ou otites frequentes.

Audiometria e imitanciometria, o protocolo padrão

Quando a criança já entende instruções simples, faz a audiometria tradicional, levantando a mão a cada som e repetindo palavras. Ela é complementada pela imitanciometria, também chamada de impedanciometria, que mede a mobilidade do tímpano e o funcionamento da orelha média em poucos minutos, sem exigir resposta. Juntas, mostram se há perda auditiva, de que tipo e se há líquido atrás do tímpano, comum depois de otites.

Processamento auditivo central (PAC)

Ouvir bem é também entender o som. O exame deprocessamento auditivo central avalia como o cérebro interpreta o que chega pelos ouvidos, com tarefas como repetir palavras com ruído de fundo ou reconhecer sequências de sons. É indicado na idade escolar, quando a audiometria é normal, mas a criança tem dificuldade para compreender em sala de aula, se distrai com facilidade ou troca letras na escrita. Conforme o resultado, pode ser indicado o treinamento auditivo com fonoterapia em cabine.

PEATE (BERA) infantil em sono natural

O potencial evocado auditivo de tronco encefálico, conhecido como BERA, registra a resposta elétrica do nervo auditivo e do tronco cerebral aos sons, por meio de eletrodos colados na pele. Como não depende da resposta da criança, é essencial para bebês e crianças pequenas com falha no teste da orelhinha ou suspeita de perda auditiva. No ISBO Kids, é feito durante o sono natural, sem sedação, e a equipe orienta a família sobre como preparar a criança para dormir no momento do exame.

P300 (potencial evocado cognitivo)

Também usa eletrodos e registra a resposta do cérebro quando a criança percebe um som diferente no meio de uma sequência repetida. Ajuda a avaliar atenção e memória auditivas e costuma complementar o PAC em crianças em idade escolar com queixas de aprendizagem ou concentração.

Emissão otoacústica transiente (EOAT)

Uma sonda na entrada do ouvido emite cliques suaves e capta o “eco” produzido pela cóclea, a parte da orelha interna que transforma o som em sinal nervoso. A emissão otoacústica é rápida, indolor e não exige participação, por isso é um dos métodos usados no teste da orelhinha.

Emissão otoacústica produto de distorção (EOAPD)

Segue o mesmo princípio, com dois tons apresentados ao mesmo tempo. Permite analisar faixas de frequência separadamente, o que ajuda a localizar alterações e a acompanhar a audição ao longo do tempo.

Equipamento, equipe e ambiente pensados para crianças

Em exames que dependem de colaboração, a confiabilidade do resultado depende da tecnologia, de quem conduz o teste e de onde ele acontece. No ISBO Kids, os três pontos fazem parte do diagnóstico:

  • Equipamentos de alta tecnologia: Cabine acústica e aparelhos para audiometria, imitanciometria, emissões otoacústicas e potenciais evocados, que permitem medições confiáveis.
  • Profissionais qualificadas: As profissionais que conduzem os exames sabem transformar o teste em brincadeira, reconhecer sinais de cansaço e respeitar o tempo de cada criança.
  • Ambiente adequado à infância: Um espaço acolhedor, pensado para que a criança se sinta segura, com orientações claras à família antes e depois de cada exame.
  • Cuidado integrado: Consulta com otorrinolaringologista, exames especializados e, quando indicado, reabilitação e acompanhamento contínuo.

Fundado e coordenado pela Dra. Sandra Bastos, médica otorrinolaringologista, o ISBO é referência no cuidado multidisciplinar da audição e, com o ISBO Kids, estende essa estrutura às crianças. Se você notou algum dos sinais descritos aqui, agende uma avaliação: Um diagnóstico adequado é o primeiro passo.

Perguntas frequentes

Meu filho passou no teste da orelhinha. Ainda pode precisar de exames?

Sim. A triagem avalia a audição ao nascer, mas otites e outras condições podem surgir depois. Se aparecerem sinais como atraso de fala ou desatenção a sons, a consulta com otorrino no ISBO define quais exames são necessários.

Como saber qual exame é o certo para a idade do meu filho?

A escolha depende da idade, da queixa e da capacidade de participação da criança. Segundo a Dra. Sandra Bastos, médica otorrinolaringologista, fundadora e coordenadora do ISBO, essa definição parte da consulta clínica, que orienta a combinação de testes mais adequada a cada caso.

A criança precisa ser sedada para fazer o BERA?

No ISBO Kids, o PEATE infantil é realizado em sono natural, sem sedação. A equipe orienta a família sobre o preparo, e o registro é indolor.

Vale fazer o exame de processamento auditivo se a audiometria deu normal?

Pode valer, quando há dificuldade de compreensão em ambientes ruidosos, desatenção ou queixas escolares persistentes. Segundo a Dra. Sandra Bastos, médica otorrinolaringologista, fundadora e coordenadora do ISBO, a indicação do PAC é feita após avaliação clínica, considerando o histórico e os demais exames.

Ouvir bem para brincar junto

Cuidar da audição é também cuidar do direito de brincar e de pertencer. Os exames auditivos infantis existem para cada fase, são indolores e, com equipe preparada, respeitam o ritmo da criança. Diante de qualquer sinal de alerta, procure avaliação especializada: Quanto antes a dúvida é esclarecida, mais cedo a criança recebe o acompanhamento de que precisa.

Gostou deste artigo e quer entender mais sobre esse tema? Tire suas dúvidas conosco! Para se manter informado sobre questões pertinentes a temas como zumbido, tontura, sensibilidade sonora e perda auditiva, acompanhe o ISBO nos links a seguir para não perder nenhuma novidade:

Até a próxima!

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