Sim. A enxaqueca vestibular pode provocar crises de tontura, vertigem, náusea e sensibilidade ao movimento sem dor de cabeça no mesmo momento. O diagnóstico considera o histórico de enxaqueca, o padrão das crises e sintomas associados, como incômodo com luz e som. No ISBO, a avaliação otorrinolaringológica ajuda a diferenciar esse quadro de outras causas de tontura.
Quem pensa em enxaqueca quase sempre imagina uma dor latejante de um lado da cabeça. Por isso, quando as crises chegam em forma de tontura, enjoo e sensação de que o chão se move, sem nenhuma dor associada, essa hipótese raramente entra na conversa. O resultado costuma ser uma sequência de consultas, exames e rótulos genéricos como “labirintite”, enquanto os episódios continuam se repetindo.
A enxaqueca vestibular está entre as causas mais comuns de tontura recorrente em adultos, e entender que ela pode se manifestar sem cefaleia (o nome técnico da dor de cabeça) muda a forma como o sintoma é investigado. Mais do que dar nome ao quadro, o que importa é reconhecer os sinais que justificam uma avaliação especializada e saber o que esperar dela.
Se você convive com crises de tontura sem explicação clara, o ISBO realiza a avaliação otorrinolaringológica completa para investigar a origem do sintoma. Continue a leitura para entender quais sinais observar.
Por que a dor pode não aparecer

A dor de cabeça pode faltar porque a enxaqueca é um distúrbio do processamento cerebral, e não apenas uma dor. O cérebro de quem tem enxaqueca tende a reagir de forma exagerada a estímulos comuns, e quando as áreas que processam o equilíbrio entram nesse circuito, a tontura passa a ser a principal manifestação.
Os critérios diagnósticos usados por especialistas exigem histórico atual ou passado de enxaqueca, mas não pedem que toda crise venha acompanhada de dor. Basta que parte dos episódios traga ao menos uma característica típica da enxaqueca, como:
- Dor de cabeça com perfil de enxaqueca (latejante, de um lado, que piora com esforço).
- Incômodo com luz e com som ao mesmo tempo.
- Aura visual, como pontos brilhantes ou linhas em zigue-zague antes da crise.
Na prática, isso significa que a dor pode surgir antes da tontura, depois dela, em outro dia ou simplesmente não aparecer. Em algumas pessoas, a enxaqueca com dor intensa marcou a juventude e, anos depois, o quadro passou a se expressar principalmente por crises de tontura.
Sinais que merecem atenção
O padrão da crise diz mais do que a presença ou ausência de dor. Alguns sinais aumentam a suspeita de enxaqueca vestibular:
- Crises de tontura ou vertigem que duram de minutos a horas e, às vezes, se estendem por alguns dias.
- Piora com movimentos da cabeça, andar de carro ou rolar a tela do celular.
- Desconforto em ambientes visualmente carregados, como corredores de supermercado e shoppings.
- Náusea e, em alguns casos, vômitos durante o episódio.
- Sensibilidade à luz e ao som enquanto a tontura acontece.
- Histórico pessoal ou familiar de enxaqueca, inclusive de “dor de cabeça forte” na adolescência.
- Gatilhos que se repetem, como noite mal dormida, jejum prolongado, estresse, período menstrual ou determinados alimentos.
Sensação de ouvido tapado e zumbido também podem aparecer, o que torna a diferenciação com doenças do ouvido interno ainda mais importante.
Como diferenciar de outras causas
A diferenciação depende do conjunto de características das crises, e não de um sintoma isolado. Vale conhecer os quadros que mais se confundem com a enxaqueca vestibular:
- Vertigem posicional paroxística benigna (VPPB): Crises curtas, de segundos, disparadas por mudanças de posição da cabeça, como deitar ou virar na cama.
- Doença de Ménière: Crises de horas com zumbido, sensação de ouvido cheio e perda auditiva que oscila no mesmo ouvido.
- Neurite vestibular: Um episódio único e intenso de vertigem, que se arrasta por dias.
Os quadros podem coexistir, e sintomas auditivos não excluem a enxaqueca vestibular. Por isso, a análise precisa ser feita por especialista, como detalhamos no artigo sobre tontura recorrente.
Atenção: Tontura súbita acompanhada de fraqueza em um lado do corpo, fala enrolada, visão dupla ou dificuldade para andar exige atendimento de emergência imediato.
O que registrar antes da consulta
Um diário de crises é uma das ferramentas mais úteis para o diagnóstico, porque a avaliação se apoia muito na história contada pelo paciente. Anote a cada episódio:
- Data, horário e duração.
- O que você fazia quando a tontura começou.
- Sintomas associados (náusea, incômodo com luz, zumbido, ouvido tapado, dor de cabeça antes ou depois).
- Qualidade do sono na noite anterior e intervalo desde a última refeição.
- Fase do ciclo menstrual, quando for o caso.
- Medicamentos usados e o efeito percebido.
Leve também informações sobre casos de enxaqueca na família. Esses registros encurtam o caminho até uma conclusão clínica mais segura.
Como a avaliação é conduzida

O diagnóstico da enxaqueca vestibular é essencialmente clínico, construído a partir da história e do exame físico. Não existe um exame único que confirme o quadro, e os exames complementares servem para descartar outras causas e mapear a função do ouvido.
Entre as ferramentas que podem ser indicadas estão a audiometria, que avalia a audição e ajuda a diferenciar a enxaqueca de quadros como a doença de Ménière, e a imitanciometria, que examina o ouvido médio. Em situações específicas, a eletrococleografia investiga alterações de pressão no ouvido interno. Você entende a função de cada um no guia sobre exames de audição do ISBO.
Quando há sinais neurológicos ou evolução atípica, o especialista pode solicitar exames de imagem ou avaliação conjunta com outras especialidades.
Tratamento e manejo das crises
O tratamento tem como objetivo reduzir a frequência e a intensidade das crises e devolver segurança à rotina. É um trabalho de manejo contínuo, que costuma combinar:
- Controle de gatilhos: Sono regular, refeições em horários estáveis, hidratação e estratégias para lidar com o estresse.
- Medicamentos: Para as crises e, quando elas são frequentes, preventivos, sempre com prescrição e acompanhamento médico.
- Reabilitação vestibular: Exercícios que ajudam o cérebro a tolerar melhor o movimento, como explicamos no artigo sobre exercícios e reabilitação para equilíbrio.
Usar por conta própria remédios “para o labirinto” pode mascarar o quadro e atrasar o diagnóstico correto. A orientação especializada evita esse ciclo de tentativa e erro.
Como o ISBO conduz a investigação da tontura
Sediado em Moema, em São Paulo, o ISBO é fundado e coordenado pela Dra. Sandra Bastos, médica otorrinolaringologista com atuação em zumbido, tontura, sensibilidade sonora e perdas auditivas. O instituto oferece:
- Consulta e tratamento para tontura, zumbido, sensibilidade sonora (hiperacusia e misofonia) e perda auditiva.
- Exames especializados, como audiometria e suas variações, acufenometria, imitanciometria, PEATE/BERA, emissões otoacústicas, processamento auditivo central, eletrococleografia e polissonografia domiciliar com WatchPAT.
- Abordagem multidisciplinar, com integração de especialistas.
- Terapias modernas adaptadas a cada paciente e acompanhamento contínuo de longo prazo.
- Ambiente acolhedor e foco em educação do paciente e qualidade de vida.
Com essa estrutura, o ISBO é referência no manejo multidisciplinar de sintomas auditivos e vestibulares complexos. Um diagnóstico adequado é o primeiro passo, e a equipe está preparada para essa avaliação.
Perguntas frequentes
Qual médico procurar para tontura sem dor de cabeça?
O otorrinolaringologista com atuação em otoneurologia é o ponto de partida mais indicado, e o neurologista pode complementar a investigação. Segundo a Dra. Sandra Bastos, médica otorrinolaringologista, fundadora e coordenadora do ISBO, a investigação da tontura recorrente se apoia em uma história clínica detalhada e em exames que ajudam a descartar outras causas.
Preciso fazer exames para confirmar a enxaqueca vestibular?
Nenhum exame isolado confirma o quadro. Os exames servem para excluir outras condições, como a doença de Ménière, e para avaliar a função auditiva. No ISBO, a indicação é feita conforme a história de cada paciente.
Posso tratar a tontura com remédio para labirinto por conta própria?
Não é recomendado. A automedicação pode aliviar o sintoma momentaneamente, mas mascara o padrão das crises e atrasa o diagnóstico. O ISBO orienta que qualquer medicação seja definida após avaliação especializada.
Quanto tempo dura o acompanhamento da enxaqueca vestibular?
O tempo varia de pessoa para pessoa, porque o objetivo é o manejo, com foco no controle dos sintomas e na melhora da qualidade de vida. Segundo a Dra. Sandra Bastos, médica otorrinolaringologista, fundadora e coordenadora do ISBO, o acompanhamento contínuo faz parte do cuidado, porque o plano é ajustado conforme a resposta de cada paciente.
Tontura sem dor também merece investigação

A ausência de dor de cabeça não descarta a enxaqueca vestibular e não torna a tontura um sintoma menor. Reconhecer o padrão das crises, registrar gatilhos e evitar a automedicação são passos que encurtam o caminho até o diagnóstico. Se as crises se repetem, procure avaliação especializada: Entender a origem da tontura é o que permite escolher o manejo adequado e retomar a rotina com mais segurança.
Gostou deste artigo e quer entender mais sobre esse tema? Tire suas dúvidas conosco! Para se manter informado sobre questões pertinentes a temas como zumbido, tontura, sensibilidade sonora e perda auditiva, acompanhe o ISBO nos links a seguir para não perder nenhuma novidade:
Até a próxima!
