Misofonia: o que é e como identificar gatilhos

Você já percebeu um incômodo fora do comum com sons simples do dia a dia? Barulho de mastigação, alguém batendo a caneta na mesa, o tilintar de talheres ou até a respiração de outra pessoa. Para quem vive isso, não é apenas “falta de paciência”. Pode ser misofonia. Muitas pessoas convivem com esse desconforto por anos sem saber que ele tem nome, explicação e, principalmente, acompanhamento adequado.

Neste artigo, vamos falar de forma clara e acessível sobre o que é essa condição, como ela se manifesta, quais são os principais gatilhos sonoros, quando buscar ajuda e como funciona o tratamento da misofonia. A ideia é ajudar você a reconhecer sinais, organizar informações para a consulta e entender que não precisa enfrentar isso sozinho.

O que é misofonia, afinal?

misofonia

A misofonia é uma condição caracterizada por uma reação emocional intensa e desproporcional a determinados sons. Não se trata de “frescura” ou intolerância comum a barulhos altos. Muitas vezes, os sons que incomodam são suaves, repetitivos e cotidianos.

Quem convive com essa condição pode sentir irritação extrema, ansiedade, raiva, desconforto físico ou até vontade de fugir da situação quando exposto a esses sons. Em alguns casos, o corpo reage antes mesmo da pessoa perceber conscientemente o barulho.

É importante diferenciar entre essa condição e a hiperacusia, e também entender que ela pode coexistir com queixas frequentes em consultórios de otorrinolaringologia, como o zumbido no ouvido. Essa associação é mais comum do que parece.

Como a misofonia aparece no dia a dia

Na prática, essa condição interfere diretamente na rotina e na qualidade de vida. Situações simples como refeições em família, reuniões de trabalho ou momentos de lazer podem se tornar fontes de estresse constante.

Alguns sinais comuns incluem:

  • Incômodo intenso com sons específicos, mesmo quando baixos
  • Reação emocional imediata ao som, como irritação ou ansiedade
  • Dificuldade de concentração quando o gatilho está presente
  • Evitar ambientes ou pessoas para não ouvir determinados sons
  • Sensação de culpa ou vergonha por reagir de forma exagerada

Com o tempo, muitas pessoas começam a se isolar socialmente. Outras passam por vários médicos tentando entender se o problema é auditivo, emocional ou neurológico, sem respostas claras. Esse caminho costuma ser frustrante, especialmente para quem já convive com zumbido no ouvido ou perda auditiva.

Gatilhos sonoros mais comuns

Identificar os gatilhos sonoros é um passo essencial tanto para o diagnóstico quanto para o tratamento da misofonia. Eles variam de pessoa para pessoa, mas alguns aparecem com muita frequência nos relatos clínicos.

Entre os gatilhos mais comuns estão:

  • Sons de mastigação e deglutição
  • Estalos de boca ou língua
  • Respiração audível
  • Cliques de caneta ou teclado
  • Batidas repetitivas
  • Barulhos nasais
  • Sons metálicos, como talheres

Uma característica importante dessa condição é que o incômodo não está ligado apenas ao volume do som, mas ao significado que o cérebro atribui a ele. Por isso, o mesmo som pode ser tolerável em uma situação e insuportável em outra.

Quando buscar ajuda especializada

misofonia

Se os sons começam a gerar sofrimento emocional, impactar relações sociais, prejudicar o trabalho ou o sono, é hora de buscar avaliação. Essa condição não deve ser ignorada, principalmente quando associada a outros sintomas auditivos.

O otorrinolaringologista é um dos profissionais indicados para iniciar essa investigação, avaliando a audição, descartando outras alterações e orientando o encaminhamento adequado. Em centros especializados, a avaliação costuma ser multidisciplinar, o que faz toda a diferença.

No ISBO, por exemplo, a abordagem integra exames auditivos detalhados, análise clínica cuidadosa e, quando necessário, suporte terapêutico específico para sensibilidade sonora.

O que levar para a consulta

Organizar informações antes da consulta ajuda muito no processo diagnóstico. Algumas sugestões práticas:

  • Liste os sons que causam incômodo
  • Anote quando eles ocorrem e em quais contextos
  • Observe reações físicas e emocionais associadas
  • Registre se há zumbido no ouvido, tontura ou dificuldade auditiva
  • Leve exames auditivos anteriores, se houver

Esse registro simples facilita a compreensão do quadro e orienta decisões mais precisas sobre exames e condutas.

Misofonia tem tratamento?

Sim, essa condição tem tratamento. O objetivo não é eliminar sons do mundo, mas ajudar o cérebro a responder de forma diferente a eles, reduzindo o sofrimento e devolvendo qualidade de vida.

O tratamento costuma ser individualizado e pode envolver diferentes estratégias, dependendo do perfil do paciente e das queixas associadas, como zumbido ou perda auditiva.

O papel da Terapia Cognitivo Comportamental

A Terapia Cognitivo Comportamental, ou TCC, é uma das abordagens mais utilizadas no tratamento dessa condição. Ela atua na forma como o cérebro interpreta e reage aos gatilhos sonoros.

Na prática, a TCC ajuda o paciente a:

  • Reconhecer padrões automáticos de reação
  • Reduzir a resposta emocional intensa aos sons
  • Desenvolver estratégias de enfrentamento
  • Diminuir ansiedade antecipatória
  • Retomar atividades evitadas

Quando integrada ao acompanhamento em Otorrinolaringologia, a TCC se torna ainda mais eficaz, especialmente em pacientes que também realizam Terapia para zumbido ou apresentam sensibilidade sonora associada.

Três histórias que ilustram a misofonia

Caso 1: Uma mulher de 38 anos passou a evitar almoços em família por não suportar o som de mastigação. Chegou ao consultório acreditando ter apenas estresse. Após avaliação, identificou-se misofonia associada a zumbido leve.

Caso 2: Um jovem de 24 anos relatava irritação extrema com sons repetitivos no ambiente de trabalho. A dificuldade de concentração estava afetando seu desempenho profissional. O tratamento envolveu acompanhamento auditivo e TCC.

Caso 3: Um homem de 55 anos, com histórico de perda auditiva, começou a perceber reações intensas a sons específicos após o surgimento do zumbido. A abordagem multidisciplinar ajudou a organizar o tratamento de forma mais eficaz.

Sinais que merecem avaliação

Atenção aos sinais:

1 – Incômodo intenso com sons específicos

2 – Reações emocionais desproporcionais

3 – Isolamento social por causa de barulhos

4 – Associação com zumbido no ouvido

5 – Dificuldade de concentração frequente

Perguntas frequentes sobre misofonia

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1 – Misofonia é um problema psicológico?
Não se trata de uma condição exclusivamente psicológica. Ela envolve processamento auditivo e resposta emocional, por isso a avaliação é multidisciplinar.

2 – A misofonia pode piorar com o tempo?
Sem acompanhamento, o impacto na qualidade de vida tende a aumentar.

3 – Misofonia é a mesma coisa que hiperacusia?
Não. Embora relacionadas à sensibilidade sonora, são condições diferentes.

4 – Quem tem zumbido pode ter misofonia?
Sim, existe a chance de ambas as condições aparecerem em conjunto.

5 – Existe exame específico para essa condição?
Não há um único exame, mas sim um conjunto de avaliações auditivas e clínicas que são fundamentais para diagnosticar a condição e orientar o tratamento.

Um cuidado que começa pelo entendimento

Conviver com essa condição pode ser cansativo e solitário, especialmente quando poucas pessoas ao redor compreendem o que está acontecendo. Informação de qualidade é o primeiro passo para mudar esse cenário.

O ISBO atua há anos no cuidado de pacientes com sensibilidade sonora, zumbido no ouvido e outras condições auditivas, sempre com uma abordagem humana, ética e baseada em evidências. Sob coordenação da Dra. Sandra Bastos, o instituto oferece avaliação cuidadosa, exames especializados e acompanhamento individualizado.

Se você se identificou com os sinais descritos aqui, buscar orientação profissional pode ajudar a entender melhor o que está acontecendo e quais caminhos fazem sentido para o seu caso. Informação, acolhimento e acompanhamento adequado fazem diferença real na forma de conviver com misofonia e recuperar qualidade de vida.

Se você quer entender mais sobre esse tema, tire suas dúvidas conosco! Para se manter informado sobre questões pertinentes a temas como zumbido, tontura, sensibilidade sonora e perda auditiva, acompanhe o ISBO nos links a seguir para não perder nenhuma novidade:

Até a próxima!

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